Liberdade Jornalística: Ferramenta ou Excesso?

           

Foto: reprodução/internet

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             O caminho percorrido por ética e moral abrange muito mais teorias e explicações que apenas um código redigido. A questão levantada em diversos ofícios envolve diariamente a profissão jornalística. Dilemas envolvendo coleta de dados, identificação pessoal, furto de documentos e comprometimento com a verdade são constantemente levantados por profissionais envolvidos na área. Três acontecimentos de repercussão notável na imprensa trouxeram à tona análises de temas envolvendo a ética no jornalismo. O Caso de Orson Welles, de um programa apresentado na emissora americana ABC, e do repórter Stephen Glass possuem um pouco mais do que apenas ousadia e criatividade em suas divulgações.

            Em 1938, uma transmissão de rádio entrou para a história com a narração do então ator Orson Welles. O jovem de 23 anos simulou um ataque alienígena no estado de Nova York, com encenações baseadas no romance ficcional A Guerra dos Mundos, de H. G . Wells. O programa, considerado o primeiro caso de histeria em massa causado por um meio de comunicação, revoltou parte da população americana, por ter o objetivo de realmente assustar as pessoas e por usar métodos informativos facetos, levando a crer num real ataque. A emissão radiofônica choca primeiramente por não agir com a verdade em relação ao seu público, fator imprescindível na atividade jornalística. Artimanhas e um grupo de teatro foram usados de modo irresponsável e exagerados, não agindo assim, de acordo moral e respeitável com o meio de comunicação em que atuavam. A repercussão de um acontecimento como esse deve ser analisada e prevista de forma madura, com soluções ponderadas a serem tomadas. A relação entre matérias em meios de comunicação e responsabilidade merece muito mais cuidado e importância, que apenas mais uma “brincadeira” de Hallowen.

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