Lar, Doce Lar

            Fazia tempo que chovia sem parar na pequena cidade. Sentindo falta de tudo que lhe lembrasse em casa, ela sentia, principalmente, a falta do amigo próximo. Sem telefonemas, cartas ou presença física, Lúcia sabia que não agüentaria muito tempo ali.

            – Vem pra dentro menina! – chamava a avó, todo dia, pontualmente às 5 da tarde. Era hora do bolo de milho e do chá de camomila. Lúcia sabia que não pararia de chover tão cedo, mas assim que acordava, corria, dia após dia, pra varanda, esperando estiar e a luz do sol voltar.

            – Lucinha, pare de ficar pegando sereno o dia todo, minha filha. Qualquer hora dessas você cai de cama. Parece até que espera por alguém… – Dona Ilda insistia. Mas não havia muito o que fazer para conseguir que sua neta falasse, ao menos um pouco, sobre seus pensamentos. (mais…)

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Published in: on junho 21, 2009 at 3:49 pm  Deixe um comentário  
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