217 casos de gripe suína são descartados, afirma Ministério da Saúde

Foto: reprodução/internet

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       O Ministério da Saúde declarou em nota nesta última quinta-feira (14) que 217 pessoas suspeitas de estarem com o vírus Influenza A (H1N1), conhecido como gripe suína, não estavam infectadas. Vinte e quatro casos ainda estão em monitoramento, e o ministério afirma que 11 estados mais o Distrito Federal possuem pacientes suspeitos de estarem com a gripe. Os Estados com maiores suspeitas do vírus são Minas Gerais e Rio de Janeiro, com sete envolvidos, seguidos de Pernambuco, São Paulo e Distrito Federal, com cinco suspeitas.
       Em caso de pessoas com suspeita da infecção, a análise tem sido feita através de amostras respiratórias. Ao total, estão confirmados no Brasil oito casos da doença, nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Published in: on maio 15, 2009 at 6:29 pm  Comments (1)  
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Sweet Memory

Foto: divulgação

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          Um cara comum, vazio, em busca de um amor eterno. Uma menina impulsiva, exagerada, em busca de uma paixão avassaladora. Esses são os perfis dos dois protagonistas de “Brilho Eterno – Uma Mente sem Lembranças”. Entre os desejos espontâneos e as decisões bem pensadas, os personagens da obra de Charlie Kaufman, mostram de jeito inusitado o quão difícil é a relação entre dois seres humanos. A rotina, os diferentes gostos, as personalidades, as atitudes, e os projetos de vida são os pontos analisados e exuberantemente encenados no longa. Os efeitos especiais se tornam ao longo do filme, obras de arte criadas de forma sutil e espontânea, que transformam a obra em uma diferenciada história de amor e existência.

          Quantos amores você já teve? Quantos você reencontrou? Quantos você viveria novamente? São essas perguntas que são levantadas, e de maneira realista cada um pesa seus prós e contras, fazendo você desligar o DVD, confirmando que nossa trajetória não é aquele conto de fadas encenado em tantos “romances brigadeiro” como estamos acostumados a ver.

          Jim Carrey se apresenta diferente do usual. Intérprete de um dramático cara de 30 e poucos anos, o ator tão conhecido por suas comédias hollywoodianas e seus papéis padronizados, se mostra um ator de diferentes faces nesse filme. Ao lado de Kate Winslet, ambos criam a química perfeita para um casal tão exótico e tão comum nos dias de hoje. Diferentes dos papéis já apresentados por eles, a dupla dá o tom certo ao filme que passa longe de ser mais um blockbuster nas telas. O longa passa sua mensagem e deixa sempre o gostinho da dúvida: “Eu estou exigindo demais?”. Vale a pena!

 

Título Original: Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Gênero: Drama

Duração: 108 minutos

Classificação Etária: 14 anos

Diretor: Michel Gondry

Classificação: ★★★

Emissões Ufológicas

          Era véspera de Halloween do ano de 1938 nos Estados Unidos, quando foi iniciada uma transmissão radiofônica relatando a invasão do estado de Nova York por alienígenas. A narração apresentada pelo canal CBS, foi feita pelo então ator Orson Welles, que anos mais tarde viria ao seu apogeu profissional com a direção, produção, atuação e roteiro do consagrado “Cidadão Kane”.

          O rapaz, que na época tinha apenas 23 anos, optou por uma maneira inovadora e peculiar para dar um susto no tradicional “Dia das Bruxas” americano. Junto à companhia de teatro Mercury, Welles encenou a obra do inglês H. G. Wells (1866 – 1946), “A Guerra dos Mundos”. De forma realista e assustadora simulou o fim do mundo bem diante do ouvido de 6 milhões de espectadores. O contexto mundial de uma guerra prestes a envolver o país, junto à onda opressora do Nazismo crescente na Europa, tornou a transmissão ainda mais consistente e possivelmente verídica.

          A duração do programa semanal que era uma emissão de teatro no rádio, durou uma hora. Apenas no começo foi informado ao público que a transmissão era uma encenação de um “romance cientista”. Durante 40 minutos, cerca de 1,2 milhão de americanos foram levados ao caos com boletins meteorológicos, entrevistas com cientistas da área, sons de explosões e relatos de um repórter que estava vendo uma “guerra” começar.

          Ao final da transmissão Orson, que se passou pelo jornalista Carl Phillips durante o programa, revelou que aquilo não passava de uma brincadeira. O mundo não estava sendo invadido e bombardeado por nenhum ser esverdeado.

         

Foto: reprodução/internet

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O acontecimento, que ficou conhecido como “o primeiro caso de histeria em massa, causado por um meio de comunicação”, teve repercussões inimagináveis. Por meio de críticos e de uma sociedade que se sentiu enganada, foi levantada a questão da ética, do comprometimento de um profissional de comunicação com a população, e o limite entre ficção e realidade. Sem conseqüências mais sérias ou jurídicas, o caso pode ser considerado a transmissão de rádio mais famosa da história.

Published in: on maio 14, 2009 at 4:07 pm  Deixe um comentário  
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Platão e o Belo

Foto: reprodução/internet

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          Sabe-se relativamente a respeito das teorias de Platão à cerca do mundo em que vivemos e sobre sua idéia de reminiscência. Segundo ele, o mundo teria sido divido em duas partes: o mundo sensível – cercado de caos, ruínas, sombras e desastres; e o mundo inteligível – constituídos de belas formas, de Verdade, autenticidade e idéias puras. Trilhando no caminho dessas teorias, chega-se à contraposição entre corpos sensíveis e corpos ideais, onde ambos se depararam com a idéia pertinente do Belo.
          Platão não se esquiva ao afirmar, que todas as matérias que definimos como belas em nosso mundo são apenas imitações de corpos já existentes no inteligível. Acreditando também, que assim como possuímos um padrão “ideal” de belo hoje, ele só acontece porque já o presenciamos anteriormente, durante uma passagem pelo mundo superior. Portanto viveremos eternamente, em saudação e ligados à beleza que presenciamos certa vez, e que temos guardada em nosso subconsciente. Devido a essa “lembrança” e eterna saudade, nossas almas vivem inquietas, pela possibilidade de já termos contemplado a real Beleza.
          O filósofo que é conhecido pela teoria do “amor platônico”, volta a citar o sentimento divino, como o único capaz de elevar nossos espíritos desse mundo, e nos distanciar das coisas sensíveis e grosseiras que aderimos por aqui. Somente o “caminho místico” poderá nos mostrar a verdadeira direção à concepção do Belo, e nos fazer compreender o amor sublime. Platão explica que os homens ao virem para as sombras, distanciaram–se da essência do amor, e da razão para nos apaixonarmos. Nós, primeiramente, nos apaixonamos pela beleza errônea, pela beleza física, e nos apegamos a ela. Se formos realmente seres superiores, logo veremos que essa beleza è digna à ruína, e nos apaixonaremos verdadeiramente pela beleza da alma, que essa assim ascenderá e produzirá frutos de conhecimento. Após a retomada da verdadeira idéia de Beleza, os amantes tendem a ficar abismados com tamanha perfeição, e tendem a extrair e usufruir dos encantos e sentimentos puros que dela emanam. Foi com o decorrer de todos esses fundamentos, que Platão chegou ao entendimento da relação paralela entre Verdade, Beleza, Bem e Sentidos.
          Tende ao nosso mundo, o sentido da visão ser o principal “captador“ das formas de beleza, sendo que, como o filósofo grego mesmo afirmou uma vez, nossos sentidos são plausíveis de engano, acreditando-se que a visão pode sim enxergar a beleza física, mas jamais enxergará a beleza da sabedoria que a alma possui.

Obrigado por Argumentar!

Filme americano ensina polemicamente sobre a arte de argumentar: você nunca está errado, basta uma boa teoria.

     Câncer de pulmão, câncer de laringe, esôfago e muitos outros estragos. O cigarro, já tão famoso e admirado nas telas de cinema nos anos 60, e que hoje é considerado a causa fatal de muitas doenças, é o tema principal dessa disfarçada comédia americana. O tema é polêmico, e a maioria das pessoas se assusta logo com a escancarada apologia do título: “Obrigado por Fumar”. O longa traz diferentes lições de moral e comportamento através de seu protagonista, o já conhecido pelo seu tom cômico, Aaaron Eckhart. Apesar de o tema ser tratado quase como um humor negro, inocentando e achando normal os diversos danos do tabaco, o filme traz em sua veia uma mensagem de impor pontos de vista. Tendo como obrigação a defesa e a persuasão do consumo de cigarros, o ator principal passa longos minutos do filme usando de um ponto-chave bastante interessante e promissor: uma boa argumentação. Em várias cenas com o filho, o personagem explica e ensina as vantagens de discutir diferentes opiniões, certas ou não, baseadas em um bom discurso. Fica claro para o menino a repercussão que uma boa defesa de seu ponto de vista lhe trará em qualquer área da vida, inclusive em trabalhos escolares.

            O filme além de trazer boas dicas de batalha verbal, traz também as conseqüências de defesas e imposições a partir de um conceito errado, como o enfático no filme. Mostra através de uma análise moral, que mesmo com uma boa argumentação e com a vitória de um ponto de vista, existirá sempre o pêndulo do certo e errado dentro do ser humano. Filme muito interessante, de tom levemente polêmico, e que vale a pena ser assistido por fumantes, mas principalmente por quem é contra o fumo. 

Foto: Divulgação

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Título Original: Thank You for Smoking
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2006

Direção: Jason Reitman

Avaliação: ★★★

REPORTAGEM, FICÇÃO E LIBERDADE

Foto: Divulgação

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Apesar das várias definições e conceitos básicos que envolvem a atividade jornalista, o ponto principal, é sim, a análise de dados e comportamentos reais. Mostrando o dia-a-dia e as dificuldades de criação em uma redação, O Preço de uma Verdade é baseado na história real de Stephen Glass, um repórter talentoso e criativo, que acabou relacionando o modo de produção jornalístico com estórias não-factuais. O filme retrata o dilema constante – da busca pelo novo, do não relatado e de, algo que agrade ao público – de um profissional em uma grande revista, e traz a tona, além da responsabilidade e da falta de compromisso com a verdade, o meio “faz de conta” repleto de elogios, frases feitas e artifícios necessários para se manter dentro da roda aclamada dos jornalistas.

 

O protagonista, interpretado no filme por Hayden Christensen, recentemente visto em cena no bem-feito Jumper, mostra de forma crescente os conflitos psicológicos e familiares que o personagem vive ao longo do filme. Questionado e analisado de forma intensa durante a história, Glass se depara com uma investigação a respeito de relatos falsos, criados a partir de sua própria consciência, retratando assim, a ética jornalística de forma coerente e objetiva, que é erroneamente empregada pelo seu personagem ao longo de todo o filme. A obra de Billy Ray, que contribui também com o roteiro ao lado de H. G. Bissinger, presenteia o público com a presença dos atores Peter Sarsgaard e Chloe Sevigny, que envolvem a trama brilhantemente do começo ao fim. Interpretando, respectivamente, o editor da revista e uma jornalista coadjuvante, ambos trazem uma entonação perfeita aos personagens do drama. 

O caso que deu origem ao filme teve grandes repercussões durante os anos 90 nos Estados Unidos e chocou o mundo do jornalismo, levantando investigações sobre diversas matérias publicadas em renomadas revistas, como foi o caso da The New Republic, uma das redações para qual Stephen Glass escrevia. Desmascarou jornalistas que, assim como ele, em vez de relatarem fatos, criavam ficção para próprio prestígio profissional.

 

Título Original: Shattered Glass
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2003

Direção: Billy Ray