Bibelô Cidadão

           Prestes a comemorar 41 anos de existência em Brasília no mês de outubro deste ano, o Parque Dona Sarah Kubitschek confirma definitivamente sua adoção ao estilo de vida dos brasilienses. Conhecido como “Parque da Cidade”, desde 1978 a área de 397 hectares vem se consolidando como pólo atrativo na capital federal.
Corrida, caminhada e ciclismo no Parque

Corrida, caminhada e ciclismo no Parque

           Considerado um parque urbano, a presença de diferentes espécies de árvores e de um lago com peixes, patos e gansos, transformaram o local em fonte de distração e tranqüilidade, indo além de uma área só para prática de esportes e exercícios físicos. Hoje com a presença de 26 quadras poliesportivas, pista de patinação, ciclovia de até 10 km de extensão, e 16 estações de banheiros ao longo de sua área, o parque é visitado assiduamente pelos mais diversos tipos de pessoas, que adotaram parte da Asa Sul de Brasília como um local para atividade diárias. Aberto ao público 24 horas por dia, durante a semana cerca de 5.000 pessoas chegam a visitá-lo. Nos finais de semana o número de visitantes sobe para 15.000, quando o parque vira atração, principalmente, de campanhas de cunho social e área de diversão para as crianças. A estudante de relações internacionais Luisa Brant, 22 anos, tem uma filha de 1 ano e meio e conta as opções que o local oferece para as crianças. “Um dia eu posso levá-la para ver o parquinho e o lago, outro dia eu posso levá-la ao Nicolândia, no outro eu posso ficar com ela no gramado, brincando de bolinha de sabão…”. Antes de ter a primeira filha, a estudante já costumava freqüentar o parque para atividades físicas, hoje, relaciona suas necessidades com os horários da pequena Beatriz. “No dia que a gente vai pro parque, primeiro eu faço a caminhada com ela no carrinho e depois a gente fica brincando.”

            O maior parque da América Latina chegou às suas quatro décadas de criação sendo reconhecido como parte do patrimônio dos moradores de Brasília. A necessidade de um lugar como o parque em uma cidade cheia de prédios e arquitetada em base urbana como a capital do Distrito Federal, é vista como de fundamental importância para seus moradores. A funcionária pública Waldecíria Galvão, 44 anos, afirma que a localização do parque e a sua estrutura são questões que atraem o público. “Ele é central e muito arborizado. O tipo de percurso é uma coisa mais light, tem muita subida, muita descida, você encontra muitas pessoas ao longo do caminho. É um lugar onde você pode trazer sua família, onde as crianças podem brincar, onde tem pessoas que fazem churrasco, onde não tem muito prédio como o resto da cidade…”

Placa em homenagem à nova administração

Placa em homenagem à nova administração

            Algumas mudanças que o parque tem sofrido desde que a Administração de Brasília assumiu em agosto de 2008, vem fazendo com que as pessoas usufruam e acolham mais o local para atividades. As amigas Kelli Cristine e Francielly Moreto, que freqüentam o parque há seis meses contam da boa experiência que estão tendo com o parque e como isso fez com que o estímulo para exercícios aeróbicos aumentasse nelas. “O estacionamento é super tranqüilo, tem vários pontos de água, o visual é ótimo e não tem custo nenhum”, relata Cristine. “Tem muita gente aqui fazendo atividade, você se sente um pouco mais incentivada a fazer também”, acrescenta a companheira de corrida, Moreto.

           

Brasilienses se exercitam no Parque

Brasilienses se exercitam no Parque

             Apesar das várias reformas e melhoramentos feitos há alguns meses, a questão da segurança em determinados estacionamentos e em áreas mais isoladas do parque são problemas ainda questionados pelos visitantes. O servidor público aposentado Etelvino Machado, 52 anos, é freqüentador assíduo das pistas de caminhada já há 10 anos, e conta que mesmo saindo de Águas Claras todos os dias para correr na altura da 901 sul, o pouco policiamento depois das 18 horas é um fator que ainda o incomoda, e fala que não arriscaria se exercitar a noite sozinho. Já a dona de casa, Ana Cláudia, 46 anos, relata que mesmo nunca tendo presenciado nada durante suas visitas de três vezes por semana ao local, ficou receosa após saber que um grupo de amigos foi assaltado às 3 horas da tarde em um dos estacionamentos. “A segurança é sempre importante”, declara ela. Segundo a assistente de administração do Parque Dona Sarah Kubitschek, Rejane Duarte, eles possuem segurança 24 horas por dia, feita por uma empresa terceirizada. Esclarece também que problemas com a iluminação têm ocorrido frequentemente em algumas áreas no período da noite, mas sempre que contactam a Companhia de Eletricidade de Brasília (CEB), eles dão no mínimo 11 horas para serviço de manutenção ao local.

           

Placa inaugural do Parque de 1978

Placa inaugural do Parque de 1978

             A adesão de exercícios físicos e de uma vida saudável são fatores que comparecem no topo da lista de atividades na agenda dos brasilienses. Após uma febre nacional de academias de ginásticas, as pessoas voltam a balancear os prós e os contras de se exercitar em um local fechado e cercado de lojas e apartamentos. O casal Norma e Alexandre Medeiros, 39 e 40 anos, dividem opiniões. Para a esposa, a prática ao ar livre é muito melhor do que em local fechado. Já para o marido, que vai ao parque duas vezes na semana, o parque e a academia podem funcionar muito bem como aliados. No caso dele, a academia serve para musculação e tonificação a partir de um treinamento mais especializado, já no local ao ar livre, o direcionamento é mais para a parte aeróbica. Alexandre ainda comenta outro ponto positivo encontrado a partir de exercícios fora da academia. “É (o parque da cidade) uma fonte de lazer e interação social. Aqui a gente faz amizade também. Nós temos amigos que nós fizemos aqui, que hoje a gente se encontra fora”.

            O parque agora espera a inauguração de uma academia criada para a terceira idade, a revitalização da Praça Renato Russo e do parque Ana Lídia, onde o governador do Distrito Federal, José Arruda, deve comparecer para uma cerimônia formal. A implantação de câmeras de monitoramento são inovações que estão também em fase de conclusão e que reforçarão a segurança do local.  A festa em celebração ao aniversário do parque está prevista para o dia 12 de outubro de 2009, dia das crianças, quando se pretende executar uma série de práticas em grupo, campanhas sociais, e reconhecimento, após mais um ano, do Parque da Cidade como agente ativo na vida dos moradores de Brasília.

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