Bibelô Cidadão

           Prestes a comemorar 41 anos de existência em Brasília no mês de outubro deste ano, o Parque Dona Sarah Kubitschek confirma definitivamente sua adoção ao estilo de vida dos brasilienses. Conhecido como “Parque da Cidade”, desde 1978 a área de 397 hectares vem se consolidando como pólo atrativo na capital federal.
Corrida, caminhada e ciclismo no Parque

Corrida, caminhada e ciclismo no Parque

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Manual Narrativo: Dicas e Conceitos

             A arte de escrever bem e de construir uma boa história são ferramentas que necessitam além de dedicação, talento. O livro A Jornada do Escritor traz justamente a proposta de um bom modelo para uma narração bem sucedida. Dividido em três partes, a obra mostra por meio de personagens e etapas o esqueleto básico de um roteiro.

Foto: reprodução/internet

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            A publicação é o resultado de uma vasta pesquisa entre filmes, que permitiu a um fiel leitor durante a adolescência se profissionalizar estudando roteiros de Hollywood. Com forte influência do escritor Joseph Campbell, o autor, Christopher Vogler, afirma logo no começo que sua obra se mostra de maneira clara e necessária àqueles que lidam com a escrita em qualquer área. Apesar da abrangência que o guia percorre, segundo o autor, fica nítido ao longo da leitura o quanto a obra é referencial à sétima arte. (mais…)

Lar, Doce Lar

            Fazia tempo que chovia sem parar na pequena cidade. Sentindo falta de tudo que lhe lembrasse em casa, ela sentia, principalmente, a falta do amigo próximo. Sem telefonemas, cartas ou presença física, Lúcia sabia que não agüentaria muito tempo ali.

            – Vem pra dentro menina! – chamava a avó, todo dia, pontualmente às 5 da tarde. Era hora do bolo de milho e do chá de camomila. Lúcia sabia que não pararia de chover tão cedo, mas assim que acordava, corria, dia após dia, pra varanda, esperando estiar e a luz do sol voltar.

            – Lucinha, pare de ficar pegando sereno o dia todo, minha filha. Qualquer hora dessas você cai de cama. Parece até que espera por alguém… – Dona Ilda insistia. Mas não havia muito o que fazer para conseguir que sua neta falasse, ao menos um pouco, sobre seus pensamentos. (mais…)

Published in: on junho 21, 2009 at 3:49 pm  Deixe um comentário  
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Do Lado de Dentro

          

Foto: reprodução/internet

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   O mundo da música, composto por todo o seu efeito e magia, se torna cada vez mais impactante e audacioso ao longo do tempo. Exatamente como aconteceu com a música tradicional, o Jazz nascido nos Estados Unidos da América se tornou elemento modificador e assim construtor de belas estórias sobre paixão e ritmo.

            O som feito a partir de misturas e combinações de instrumentos foi uma das grandes características da música jazzista. Narrando a trajetória de alguns dos grandes nomes do jazz, BIRD traz às telas a sensação de leveza e vida que acompanham esse ritmo. Produzido e dirigido por Clint Eastwood, o filme conta a vida de Charlie Parker, saxofonista renomado e influenciador do jazz atual, de forma tão próxima que durante todo minuto nos sentimos pertencendo ao globo musical dos anos 40. A fase do Bebop traz, além da delicadeza presente nas batidas fortes, o contato intenso e sensual que recria na música todas as sensações puras do ser humano: amor, medo, sonho, vida, desejo e conhecimento. É nesse caminho de genialidade envolvente que Charlie “Yardbird” cresce e explora-se durante o longa.           

              Vivendo uma relação matrimonial decadente e abalado profundamente pela perda de uma filha, o músico, encarnado no filme pelo ator Forest Whitaker, mostra o quão difícil é sobreviver da música e da paixão que por ela é provocada. Mesmo em sua época de ouro, o jazz já tinha seu grupo destacado, tornando ainda mais difícil a adoção e a adoração de ritmos tão qual misturados em ambientes diferenciados. Em uma época de mudanças contínuas e quebras de paradigmas na veia artística americana, o jazz conseguiu aos poucos conquistar seu espaço em casas noturnas, quebrando, assim, questões tradicionalistas e colocando em cena o grande cenário financeiro americano, Nova York.

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Published in: on junho 21, 2009 at 3:37 pm  Deixe um comentário  
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Eco

             Fazia tempo que não me sentia tão quieto. Às vezes soava até como um silêncio ensurdecedor. Olhava todas aquelas pessoas falando e articulando, como se fossem animais sem presença alguma de sentidos racionais ou futuros geradores de problemas.

             – Quanto tempo pretende ficar aqui? – alguém me perguntou assim que cheguei.

Se soubesse a resposta não estaria em um lugar como esses. As pessoas continuavam a andar pra lá e pra cá. Sons e mais sons. A flor que se despetalava, o carro que ia embora sem chance de retorno, aqueles malditos vidrinhos chacoalhando, marcando quase a hora certa de me tirarem a memória novamente.

           – Você pode vir com a gente. – Você quer mais um pouco? – É só distração!

          Não cansam de tentar resumir todas as emoções em palavras sutis e embaraçosas? Eu prefiro continuar aqui sozinho. No meu canto preferido, que adotei como sendo meu novo espaço de meditação. Como conseguir ficar tanto tempo sem idéia de solidão em um? Em um sim, porque ficar em solidão a dois é muito fácil. Eu e eu mesmo. Eu e minhas barulhentas idéias. Pelo menos aqui elas estão sendo domadas. Só até o próximo chacoalho de vidrinho, eu sei, mas de curto em curto alívio consigo me livrar do barulho que me atormenta depois da cerca.

          – Pensei em fugir outro dia sabia? – Eu também pensei. Quem não pensa quando chega aqui? Vontade de controlar tudo de novo, de falar, de explicar, de esclarecer… (mais…)

Published in: on junho 21, 2009 at 3:27 pm  Deixe um comentário  
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Liberdade Jornalística: Ferramenta ou Excesso?

           

Foto: reprodução/internet

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             O caminho percorrido por ética e moral abrange muito mais teorias e explicações que apenas um código redigido. A questão levantada em diversos ofícios envolve diariamente a profissão jornalística. Dilemas envolvendo coleta de dados, identificação pessoal, furto de documentos e comprometimento com a verdade são constantemente levantados por profissionais envolvidos na área. Três acontecimentos de repercussão notável na imprensa trouxeram à tona análises de temas envolvendo a ética no jornalismo. O Caso de Orson Welles, de um programa apresentado na emissora americana ABC, e do repórter Stephen Glass possuem um pouco mais do que apenas ousadia e criatividade em suas divulgações.

            Em 1938, uma transmissão de rádio entrou para a história com a narração do então ator Orson Welles. O jovem de 23 anos simulou um ataque alienígena no estado de Nova York, com encenações baseadas no romance ficcional A Guerra dos Mundos, de H. G . Wells. O programa, considerado o primeiro caso de histeria em massa causado por um meio de comunicação, revoltou parte da população americana, por ter o objetivo de realmente assustar as pessoas e por usar métodos informativos facetos, levando a crer num real ataque. A emissão radiofônica choca primeiramente por não agir com a verdade em relação ao seu público, fator imprescindível na atividade jornalística. Artimanhas e um grupo de teatro foram usados de modo irresponsável e exagerados, não agindo assim, de acordo moral e respeitável com o meio de comunicação em que atuavam. A repercussão de um acontecimento como esse deve ser analisada e prevista de forma madura, com soluções ponderadas a serem tomadas. A relação entre matérias em meios de comunicação e responsabilidade merece muito mais cuidado e importância, que apenas mais uma “brincadeira” de Hallowen.

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A Vida, os questionamentos e as paixões

             Entre divagações, conflitos e descobertas, a juventude se mostra presente sempre de forma desafiadora. Passeando entre gostos e ideais, três meninas aprendem de forma intensa e poética o real dilema da vida: sua existência. Ana Clara, Lia e Lorena vivem de maneira pessoal e envolvente dias a fio, em um simplório pensionato guiado por freiras. Dividindo experiências e compartilhando suas consciências com o leitor, as três se tornam transparentes e encantadoras ao longo de uma estória que toca a fundo os principais desejos, medos e ambições do ser humano.

            Portando uma linguagem extrema e corrida, o romance jorra uma quantidade imensurável de pensamentos internos que chegam de forma sensorial ao receptor do livro. Quase uma exaustão mental, a falta de pausas e carência de vírgulas retratam a obra de forma realista e impactante ao outro lado da página. A personalidade de cada uma das protagonistas é traçada crescentemente de maneira expositiva, tornando claros e coerentes os anseios e os sonhos mais almejados por cada uma delas. Entre o vai-e-vem de narrações com as personagens e o narrador observador, o fluxo de consciência torna ainda mais genial e humana toda a idéia criada na mente dessas meninas.

Foto: divulgação

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Published in: on junho 5, 2009 at 8:00 pm  Deixe um comentário  
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