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Sabe-se relativamente a respeito das teorias de Platão à cerca do mundo em que vivemos e sobre sua idéia de reminiscência. Segundo ele, o mundo teria sido divido em duas partes: o mundo sensível – cercado de caos, ruínas, sombras e desastres; e o mundo inteligível – constituídos de belas formas, de Verdade, autenticidade e idéias puras. Trilhando no caminho dessas teorias, chega-se à contraposição entre corpos sensíveis e corpos ideais, onde ambos se depararam com a idéia pertinente do Belo.
Platão não se esquiva ao afirmar, que todas as matérias que definimos como belas em nosso mundo são apenas imitações de corpos já existentes no inteligível. Acreditando também, que assim como possuímos um padrão “ideal” de belo hoje, ele só acontece porque já o presenciamos anteriormente, durante uma passagem pelo mundo superior. Portanto viveremos eternamente, em saudação e ligados à beleza que presenciamos certa vez, e que temos guardada em nosso subconsciente. Devido a essa “lembrança” e eterna saudade, nossas almas vivem inquietas, pela possibilidade de já termos contemplado a real Beleza.
O filósofo que é conhecido pela teoria do “amor platônico”, volta a citar o sentimento divino, como o único capaz de elevar nossos espíritos desse mundo, e nos distanciar das coisas sensíveis e grosseiras que aderimos por aqui. Somente o “caminho místico” poderá nos mostrar a verdadeira direção à concepção do Belo, e nos fazer compreender o amor sublime. Platão explica que os homens ao virem para as sombras, distanciaram–se da essência do amor, e da razão para nos apaixonarmos. Nós, primeiramente, nos apaixonamos pela beleza errônea, pela beleza física, e nos apegamos a ela. Se formos realmente seres superiores, logo veremos que essa beleza è digna à ruína, e nos apaixonaremos verdadeiramente pela beleza da alma, que essa assim ascenderá e produzirá frutos de conhecimento. Após a retomada da verdadeira idéia de Beleza, os amantes tendem a ficar abismados com tamanha perfeição, e tendem a extrair e usufruir dos encantos e sentimentos puros que dela emanam. Foi com o decorrer de todos esses fundamentos, que Platão chegou ao entendimento da relação paralela entre Verdade, Beleza, Bem e Sentidos.
Tende ao nosso mundo, o sentido da visão ser o principal “captador“ das formas de beleza, sendo que, como o filósofo grego mesmo afirmou uma vez, nossos sentidos são plausíveis de engano, acreditando-se que a visão pode sim enxergar a beleza física, mas jamais enxergará a beleza da sabedoria que a alma possui.